quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Amanhã - Leandro Léo

Amanhã me empresta tuas armas
Me deixa encontrar tuas sombras
Me cobre nas nuvens antes claras
Do teu blaser de lã
Me encosta na parede
E arranca da barba mal feita de nós dois
Essa máscara toda sangue
Sorrisos e mentiras
Talvez eu só queira abraçar
O sincero de nós dois
O secreto sincero de nós
Mas desisto..
Hoje eu te vi
Hoje sim de verdade
Tu que não te escondes
Mesmo quando dois canhões
Iluminam teu semblante
Sonhando com luz
Emprestando-te carisma
O resto deixo quieto
São as marcas que deixaste no meu peito
E uma leve bruma que paira pelos céus
Pelos bares, pela chuva que cai
Adeus noite
Magoa
Adeus.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Alegria..


Um sorriso sincero como de uma criança, uma brincadeira que pra muitos seriam apenas uma cogitação fora de hora, por volta de sei lá que horas da madrugada lá estava eu rindo como uma criança com uma pessoa que me chamou de Panda.. Panda o que seria um Panda um ser com olhos borrados, sensivel, brincalhão.. seriam inumeras coisas ao descreve-lo.

Mais uma se supera ele é um ser FOFO.. assim dengoso sabe?..Como descrever algo que não conheço, que nunca vejo.. Como descrever a sensação de liberdade que tenho por ver o respeito que tens por mim, por me fazer acreditar que tudo tem uma esperança no final de tudo, que as cores tem brilho não porque elas teem que brilhar, mais sim porque elas estão aqui pra nos colorir.. Com sua alegria, beldade umavisão que poucos veem.

Medos, receios de errar contigo como já errei tantas outras vezes, medo de um dia te fazer chorar, medo de chegar a chorar também, mais a vida é assim a base de medos, receios, acertos e erros e se não corrermos o risco quem poderá fazer por nós? Poderá ser tarde demais não concorda? Melhor sermos sermos pares do que impares, melhor estarmos juntas do que distantes ou será melhor ficarmos como impares? Não sei.. juro que não sei; 

Coração roubado, é felicidade que eu quero é esta sensação de liberdade e de respeito que eu quero, o resto a gente vê depois se calhar.

Daiana Ramalho.
  

Lanterna Dos Afogados.


Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel
Dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar...
Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar

 ''Os Paralamas do Sucesso''

Pulso Involuntário.


Amor. Qual a definição dessa palavra ou sentimento tão... tão... profundo.
Um sentimento que nos alegra e intristesse, que um dia nos faz sorrir e no outro chorar. Sentimento de desespero. Sentimento de agonia.
 
De solidão, de imensidão, de carinho, de compania. é do coração ou da mente. Sentimento inventado e sentido. Sentimento involuntário.
 
Um pulso involuntário.
Eu amo, Tu ama, Ele ama. Nós amamos, Vós amais, Eles amam. Todos amamos.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

EU MODO DE USAR!

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir.
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.

Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituosa, não perca tempo, cultivando
este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).

Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os peitos e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.

Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo minha, nem filha minha, nem minha mãe. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.

Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas.
Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... Experimente me amar !!!

 

"Nosso Altar Particular" - Caio Soh


Há quem decore a vida na ponta da língua, outros rabiscam o próximo passo na ponta do acaso
Aqui, nessa estação, onde um outono instrumental inspira a queda das palavras, minha força escorre poemas pelo cedro desse palco, assim como meus pés cravam a fidelidade aos sonhos desses guris atrevidos que aqui brotarão virtuosos, aguerridos com seus estilingues de cordas vocais de nylon e de aço, apedrejando a covardia dos homens secretos a si.

Fábula em partituras da Gata de Botas! Maria e seus Joões cantam o caminho de volta para o íntimo, hasteiam leves uma bandeira toda bordada de mocidade, doces rendas melódicas, ponto a ponto terras descobertas, a cada acorde um ensaio para acordar um moço jeito de existir. Sem a intenção de trocar de mundo, apenas unir quem não coube em sua acidez.
Inventemos aqui, nesse solo fértil, veraneio da arte, palco do palhaço “ Randevu”, um baile de amigos em pleno velório do falecido monstro que cobria o horizonte de quem ama o que se pode ser.

Aqui jazz uma solidão ignorante. Naufragam agora todas as farsas escritas pelo cão. Dionísio, arauto de tudo que se une fantasticamente, abre alas desse concerto para os desconcertados se banharem. A partir de hoje uma nau de solidão navegará aliviada dos apegos impossíveis, e uma nova geração desvendará a ilha daqueles que sonham antes de dormir.

Notas serão como uma leve pluma, lançadas ao vento com destino certo: afago no espírito, cócegas na alma, mimo na paz, inibir agonias, afrouxar todo o receio de ser devaneador. Na Rua do Acalanto, primeiro peito franco à direita, casa de janelas sempre abertas e dispostas ao novo, jardim de lindas rosas de espinhos prósperos, varanda ao infinito, mansão cor de legítimo coração, em frente ao público dessa nossa solidão.

Ali a pena dançará e nenhuma câimbra na felicidade, nem faíscas de isolamento nos fará desistir de estarmos “todos juntos”.
 

Um sonho.. ou um destino.

Venho por meio deste descrever a sensação que tenho sentido, é como se estivesse voando de paraquedas sem medo algum de cair sobre o chão com tudo e me esfolar.

Eu poderia dizer inumeras coisas ao respeito de quem me faz sorrir logo pela manhã. Eu poderia sentir o que não estive disposta a sentir a um tempo atrás ou quem sabe eu poderia deixar as coisas fluirem naturalmente e me deixasse sentir esta sensação como duas e não apenas como uma.

Um aguém inesperado, uma voz surpreendente, um gesto simples, uma forma de transmitir as palavras para que elas soam doces, cada vez mais doces.. ''Meu bem''.

Uma luz adiante, metas pra por mais que em pratica.. Desejos, alegrias, lagrimas é o que ainda estão por vir neste ano que mal está começando.

Bora se entregar na vida que é tão mais tão curta.