quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Puf.
Nada explica a sensação de estar livre. livre de sentimentos que tanto nos fazem mal.. livre pra viver sem medo de ser feliz.. E dar novas sensações e carinho a alguem que possa saciar meu desejo de ser amada.
LIBERDADE.
Liberdade é uma palavra que enche os discursos porque tem
alma, seu sopro vital ilumina o vazio de nossa humanidade.
Porém, que medida de liberdade real e concreta
cada ser humano é capaz de suportar?
Muito pouca ainda!
Em parte porque somos convencidos de que se deixados em
liberdade nos tornaríamos selvagens e brutais e, também,
por outra parte sendo ciumentos da liberdade alheia
e controladores do destino que não seja o nosso,
resulta tudo numa civilização que conhece
o espírito da liberdade, mas ainda não sabe
como encaixá-lo de forma prática em seus hábitos cotidianos.
Não somos educados para ser livres,
mas para ser menos do que somos.
Eis uma distorção que está
em pleno processo cósmico de ser consertada.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Respiro o teu corpo.
Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.
Eugénio de Andrade
Se...
...me deixasses amar-te...
Se não te escondesses atrás da tua frieza simulada; se confessasses a ti mesmo que precisas de amor...
Mas não: mentes a ti próprio quando olhas com desdém os poetas e os amantes...porque achas, dizes tu, que - uns e outros - fogem à lógica! Tudo para ti tem de ser racinal, exacto, matemático...e o amor não tem nenhuma dessas características. Sei o que temes: simplesmente temes sofrer na entrega a um amor que te transporta para um campo que não dominas - o dos sentimentos!
Ai, se me deixasses amar-te e não fugisses de mim e de ti...
Assim como bebidas alcoolicas. Não misture pessoas pois podem lhe causar ressaca.
Se não te escondesses atrás da tua frieza simulada; se confessasses a ti mesmo que precisas de amor...
Mas não: mentes a ti próprio quando olhas com desdém os poetas e os amantes...porque achas, dizes tu, que - uns e outros - fogem à lógica! Tudo para ti tem de ser racinal, exacto, matemático...e o amor não tem nenhuma dessas características. Sei o que temes: simplesmente temes sofrer na entrega a um amor que te transporta para um campo que não dominas - o dos sentimentos!
Ai, se me deixasses amar-te e não fugisses de mim e de ti...
Assim como bebidas alcoolicas. Não misture pessoas pois podem lhe causar ressaca.
DESEJO.
Desejo de ti, de teu sabor,
Desejo aberto em flor
Desejo infinito de te amar,
Desejo de saber de cor
O sabor de teu suor…
É este o meu Tempo presente:
desejar-te mais e sempre;
beijar-te, partir por teu corpo
à descoberta de mim,
ser um princípio sem ter fim…
Desejo, sim, puro querer
Ausente a razão ou o dever…
Simplesmente obedecer à vontade de te ter…
Porque te sinto, te sonho te quero e te desejo...
a Razão me ralha e não consente
que o meu sentir-me em ti
seja um sentir puro e são!
Ela ralha e a tudo...me diz NÃO!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Ops.
bom e ruim...
legal e tedioso...
maduro e infantil...
certeza e duvida...
TREMORES
mãos geladas... mãos quentes...
triste... feliz....
quieto... barulhento...
agradavel... tediante...
TREMORES
OBSESSÃO...
batimentos cardiacos fortes... mas lentos....
sua voz no telefone.... firme... imponente...
a minha voz no telefone... falha... impotente...
amor... odio...
carinho... raiva...
OLHEIRAS...
TE LIGO AMANHÃ!
PS; Acreditem ou não... tudo isso aconteceu em uma noite... é pra deixar qualquer um maluco...
legal e tedioso...
maduro e infantil...
certeza e duvida...
TREMORES
mãos geladas... mãos quentes...
triste... feliz....
quieto... barulhento...
agradavel... tediante...
TREMORES
OBSESSÃO...
batimentos cardiacos fortes... mas lentos....
sua voz no telefone.... firme... imponente...
a minha voz no telefone... falha... impotente...
amor... odio...
carinho... raiva...
OLHEIRAS...
TE LIGO AMANHÃ!
PS; Acreditem ou não... tudo isso aconteceu em uma noite... é pra deixar qualquer um maluco...
D. Ramalho.
Tempo..
Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
''O tempo não para, só a saudade faz as coisas pararem no tempo''
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